Provavelmente você ou já ouvir falar de La casa de Papel ou já assistiu. Qualquer uma dessas opções demonstra que essa série espanhola, comprada e distribuída pela Netflix em 2017 sem muito alarde, é um dos maiores fenômenos dos últimos tempos. Hoje, várias séries são lançadas por semana. Várias ruins, várias boas. Porém, poucas delas cativam tanto o público quanto La casa de Papel. Arrisco a dizer que seu furor só não foi maior por que foi lançada toda de uma vez. Claro, ainda tem a segunda parte, mas não é tipo Game of Thrones ou The Walking Dead, que a cada episódio semanal movimenta todas as redes sociais de forma única.

A série tem uma premissa que, apesar de já existir coisas parecidas, é bastante interessante. Um cara chamado Professor junta diversos ladrões, cada um com um tipo de habilidade, sem nada a perder, para assaltar a Casa da Moeda espanhola e roubar 2,4 bilhões de Euros. Tá, “roubar”, afinal, o próprio Professor explica logo no começo da série que eles vão imprimir dinheiro sem tocar em um centavo da população. A intenção é muito simples, fazer com que essa população não os vejam como ladrões, e sim como “heróis” que tiram de um governo que só suga sua alma. A série tem várias camadas além dos assaltantes, e isso é um lado extremamente positivo. Porém, mesmo explorando bastante alguns personagens, decisões ruins são tomadas. Principalmente por parte de Raquel, a investigadora. Sinceramente, mesmo com tantos problemas familiares, paquerar em meio ao maior assalto da história, sendo que você é a chefe da operação, é meio estranho. Pra dizer o mínimo. E pra mim a série não conseguiu justificar essa atitude.

 

A grande verdade é que ninguém esperar por tanto sucesso, muito menos a Netflix, que já quer uma segunda temporada mesmo com os autores falando que La casa de Papel foi feita como uma minissérie fechada. Por isso, podemos concluir que não existe uma fórmula para o sucesso. Com Stranger Things foi parecido essa surpresa. No final das contas, o Professor acabou conquistando a população de fora da série. Inesperadamente, com méritos e algum exagero, La casa de Papel fez com que os brasileiros se apaixonassem por espanhol, cantassem Bella Ciao, comparassem o Professor com Michael Scofield e, acima de tudo, a Netflix muito feliz. Investimento baixo com um retorno altíssimo… que acerto!

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