Lucifer é uma série baseada nos quadrinhos homônimos da editora Vertigo, uma divisão da DC Comics. Conta a história do Senhor do Inferno que entediado largou o seu trono para morar na terra. Pode esquecer todos os estereótipos que você vincula ao diabo, Lucifer Morningstar (Tom Ellis), muito provavelmente, não se encaixa em nenhum deles.
Lucifer é um cara extremamente sedutor, carismático, com sotaque britânico e que toca piano para desestressar (eu avisei para esquecer os estereótipos). Uma das coisas que ele gosta bastante é punir as pessoas pelos seus erros, afinal essa era a sua principal atividade no inferno. É com o objetivo de continuar aplicando punições que ele, apesar de ser dono de uma boate super badalada no centro de Los Angeles, começa a trabalhar como consultor civil da Polícia.

A série tem um “estilo CSI”, com casos a serem solucionados por Lucifer e a sua parceira, Detetive Decker (Lauren German). Muitas vezes esse “estilo CSI” torna-se cansativo e, até mesmo, previsível. No entanto, a narrativa sobre como o tinhoso leva a vida na terra faz com que a trama seja interessante.

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Morningstar não faz questão de esconder que é o próprio senhor do inferno para ninguém e usa constantemente os seus poderes para fazer com que as pessoas revelem os seus desejos mais sórdidos, além de dizer o tempo inteiro que é verdadeiramente o diabo e isso é levado como brincadeira pelos demais personagens, como se fosse uma metáfora por causa de seu nome, o que traz um tom cômico à trama.

Uma coisa que irrita muito o Anjo Caído é ser culpabilizado pelos erros dos humanos e a série torna-se eficaz ao trazer à reflexão como nós, humanos, costumamos arrumar culpados para responsabilizar por atitudes nossas.
Além disso, a produção também aborda um drama familiar: Lucifer nutre um sentimento de raiva pelo Pai (Deus) por tê-lo expulsado do céu e o enviado ao inferno para punir os pecadores. Para somar no “casos de família” aparece o anjo Amenadiel, irmão de Luci, que recebeu do Pai a missão de levar Lucifer de volta ao inferno e a consequência de não cumprir o que lhe foi designado é substituir o irmão em sua função no inferno.

Lucifer não é uma série de cunho religioso, apesar de ter como base a tão conhecida história contada pela Bíblia. A série é uma narrativa livre, assistir e analisá-la pelo viés da religião pode fazer com que muitos sintam-se ofendidos ou até atacados em sua fé, pois a obra vai brincar em cima de todo esse panorama religioso. Não há espaço para análise teológica, esquecer os dogmas da religião é a melhor maneira para aproveitar e se divertir.

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A primeira temporada de Lucifer está disponível na Netflix e começou a ser exibida a primeira temporada pela Universal Channel, no Brasil. Já nos EUA, a série estreia a terceira temporada no dia 2 de outubro.

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