Após ser apresentada ao mundo das séries em 2015 pela CBS, Supergirl voltou para segunda temporada, mas em casa nova, mas essa não foi a única coisa que mudou. O novo endereço da heroína, agora na CW, trouxe muitas novidades para a produção, fazendo com que Kara trilhasse caminhos mais certos, afinal o canal já detém a maior quantidade de séries do universo DC e isso conta bastante.

Para o segundo ano, a heroína volta ainda mais confiante e ciente de quem é. Agora, como agente integral da DEO, Supergirl manteve o foco em acabar com o projeto Cadmus, que, dirigido por Lillian Luthor (sim, a mãe de Lex), propõe eliminar os alienígenas da Terra, incluindo a própria Kara. É notório que uma temporada de 22 episódios apenas com esse arco se tornaria cansativa, mas a série construiu uma vilã tão boa que abriu espaços para que algumas ameaças menores preenchessem os fillers, trazendo-a de volta sempre que preciso.

Podemos sim classificar supergirl como uma produção Girlpower, não somente pela sua protagonista, mas também porque as mulheres tomam conta de toda a série. Seja no namoro de Alex Danvers (Chyler Leigh), irmã de Kara com Maggie Sawyer (Floriana Lima); seja com Rhea (Teri Hatcher), que assumiu a ponta de vilã nos episódios finais; com Lena Luthor (Katie McGrath), para provar que nem todo Luthor é vilão; ou ainda com a ótima Lillian Luthor (Brenda Strong), o show é realmente empoderador e diversificado quando o assunto são as diversas facetas femininas. Os homens têm papéis importantes, mas são quase que coadjuvantes na trama central.

Uma das (boas) mudanças iniciais da temporada foi o ponto final no relacionamento entre Kara e James, que não tinha conseguido cativar muita empatia do público, e era possível notar que não ia para lugar nenhum. Já o relacionamento com Mon-El foi construído aos poucos, com a série trabalhando bem no time, trazendo ainda na primeira parte da temporada os dilemas do casal para se firmar. Já na segunda metade, os dois estão juntos, mas  os problemas naturais de casais põe o sentimento da dupla à prova. Aliás, o namoro dos dois não serve apenas como apoio para adquirir a empatia do público teen, mas também integra a própria construção narrativa, desencadeando uma nova vilã para o fim da temporada, Rhea, mãe de Mon-El.

Um dos pontos de destaque da série é o quanto a CW não mede esforços para atingir a melhor qualidade possível nos efeitos visuais. O que podemos ver em Supergirl é uma verdadeira megaprodução ( claro que dentro das limitações orçamentárias de uma série de TV), seja na maquiagem dos alienígenas ou nos efeitos visuais com portais, naves, e tudo o que for preciso para trazer a essência dos quadrinhos para as telas.

Vale lembrar que até mesmo o Superman deu uma força no início da temporada, o que já alavancou a audiência da série e chamou a atenção de quem ainda não estava acompanhando o show. Além disso, a temporada contou ainda com dois episódios crossovers, um com todo o time de heróis da CW e outro apenas com o Flash, para a alegria dos fãs de Glee.

Verdade seja dita: National City está protegida e nós estamos bem servidos de heróis vindos de Krypton. Bem que a galera que cuida dos filmes da DC podiam ter umas aulas né?

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