ALERTA! O texto a seguir contém spoilers das atuais temporadas de Supergirl, Flash, Arrow e Legends Of Tomorrow.

Antes de qualquer coisa, nos dediquemos a uma rápida cronologia. Tudo começou em 2012, quando a CW iniciou a adaptação dos quadrinhos do Arqueiro Verde (Arrow). De cara o herói boa pinta e cheio de dramas arrebatou o público e mostrou que nem só de Superman vive o mundo das séries de super-heróis. No ano seguinte, Barry Allen, alter ego do velocista Flash, apareceu em um dos episódios da série e em seguida ganhou sua própria produção. Em contrapartida, em 2015, o canal CBS também passa a explorar o mundo fantástico dos quadrinhos, mas com outra personagem da DC: a Supergirl. Aproveitando o sucesso do gênero, a CW lança em 2016 um spin-off das séries Arrow e Flash, chamado Legends Of Tomorrow. A nova série reúne um time de verdadeiras “lendas” integrado por personagens das duas séries anteriores.

Mesmo com a audiência batendo 10 milhões de espectadores, a CBS cedeu a prata Supergirl para a CW (canal que faz parte do mesmo conglomerado de mídia), dados os altos custos de produção e as possibilidades que a centralização em um único canal traria para as séries traria reunindo todo o time de heróis numa única emissora.

Falando em possibilidades, desconhecemos na atualidade algum outro canal que tenha mais material para crossovers que a CW. Seguindo uma linha totalmente oposta à carga sombria da DC no cinema, as séries de TV trazem cores fortes, um clima mais ameno, piadinhas (de uma forma que não vemos NUNCA nos filmes da DC), lembrando muito o próprio estilo da Marvel. Na verdade os crossovers já vinham sendo utilizados nas produções para TV, afinal, eram constantes as aparições de Flash em Arrow, dos personagens de Arrow em Legends Of Tomorrow e assim por diante. Até mesmo na primeira temporada de Supergirl pudemos ver Flash levantando novas possibilidades para o universo, mesmo Kara Denvers estando em outro Planeta Terra no Multiverso.

Com todos reunidos, chegou a hora da CW fazer uma reanálise das séries e, com isso, realizar algumas “correções”, a maioria delas em Supergirl. O início da temporada traz elementos como a aparição do Superman, a mudança de função da Cat Co Media, alterações no DOE (Departamento de Operações Extranormais), a chegada da família Luthor (o que tem aberto várias possibilidades para as batalhas de vilões, mesmo com Lex preso) e, por fim, o fatídico final do relacionamento da protagonista com James Olsen – que nunca engatou mesmo.

Já em Flash, tivemos na última temporada o episódio Flashpoint, evento que alterou a linha do tempo no universo de Flash, Arrow, e possivelmente Legends of Tomorrow e Supergirl. Nela vimos Cisco perder seu irmão, Caitlin ganhar os poderes da Nevasca assim como a Caitilin da Terra 2 e que John e Lyla não tem mais filha e sim filho.

Finalmente, o pano de fundo já estava preparado e tudo ajustado para a derradeira hora pela qual aguardávamos desde o início da fall season: o mega crossover com todas as séries de heróis da DC. O evento foi baseado no arco Invasão, publicado pela DC em 88/89, e que conta a saga dos heróis da Terra combatendo os Dominators, uma raça alienígena que convenceu várias outras espécies de que, por ter meta-humanos demais, a Terra seria um risco para toda a Galáxia.

O crossover tem início no final do episódio “Medusa” de Supergirl, com a chegada de Barry e Cisco na casa de Kara para pedir ajuda contra a invasão, afinal de contas, convenhamos, a melhor forma de combater um alienígena é pedindo socorro a outro. Já no episódio de Flash, pudemos acompanhar a chegada dos Dominators e o empenho de Barry em recrutar Arrow com parte de seu antigo time (Diggle, Thea e Felicity), as Lendas do Amanhã e, por fim, saindo para chamar a Supergirl. O episódio mostra ainda o treinamento dos heróis e o primeiro combate, que resulta na abdução dos “não-meta humanos” pelos Dominators. Com relação à série do nosso querido arqueiro, além de entrelaçar a trama do crossover, o episódio também comemora a marca de 100 programas gravados, trazendo verdadeiros presentes aos fãs da série, como a volta de Laurel, Moira Queen, Robert Queen, Malcom Merlin, Slade Wilson e Damian Darhk, personagens das temporadas anteriores que aparecem devido à uma alucinação causada pela abdução. A sequência de episódios que compõe o crossover se encerra no em Legends Of Tomorrow que explica as causas da invasão.

Mais que apenas reunir um bando de heróis em um crossover de quatro horas, o evento traz ainda mais sentido as narrativas das séries da CW, especialmente com relação às mudanças causadas pelo Flashpoint, que até então só eram conhecidas pelos personagens de Flash e por Felicity (Arrow). A partir de então podemos ter um novo olhar sobre o Doutor Stein, que em alguns episódios de Legends tinha se encontrado com o seu “eu” do passado e dado alguns conselhos, cujos resultados agora passaram a ser conhecidos pelos fãs – inclusive sua repercussão na linha do tempo. Por fim, como uma cereja que finaliza um delicioso bolo, ainda somos agraciados com uma ótima referência durante o diálogo de Ray Palmer com Felicity sobre a Supergirl: “Ela realmente se parece com minha prima”, fazendo alusão à época em que Brandon Routh vestia o manto do Homem de Aço em Superman: O Retorno.

Mas, independente das inúmeras justificativas narrativas e comerciais, com certeza o melhor de tudo isso é poder ver todos esses heróis juntos, arrebentando com os alienígenas como gostamos de ver! Pra se ter uma ideia do hype, o crossover Heroes Vs. Alliens dobrou a audiência de todas as séries envolvidas, chegando à mais de 4 milhões de espectadores em The Flash, mostrando à CW que nos fãs queremos, é MUITO, ver ainda mais crossovers! Até mesmo a audiência de Legends, que há semanas incomodava a emissora, conseguiu entregar bons resultados depois da experiência. Outra vantagem clara do uso de crossovers é poder apresentar todas as séries do universo DC para quem apenas acompanhava algumas produções. Os episódios entrelaçados meio que obrigam o fã a acompanhar todas as séries do universo, o que é uma excelente oportunidade se apaixonar pelas outras obras também.

Segura as pontas: ainda nesta temporada teremos um novo crossover entre Supergirl e Flash, mas dessa vez em forma de musical, atendendo os fãs das séries que pediram para rever Grant Gustin e Melissa Benoist cantando, relembrando os tempos de Glee.

Os episódios do crossover chegaram ao Brasil através do canal Warner, nos dias 14 e 15 de dezembro. No dia 14 foi exibido o episódio de Supergirl, se caracterizando mais como um prólogo do evento, contribuindo para a trama apenas em seus minutos finais. Já no dia 15, os episódios foram exibidos em forma de especial, totalizando 3 horas de exibição.

E aí? Já assistiu Heroes Vs. Aliens? Conta pra gente o que achou!

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