A tão esperada série “Luke Cage” estreou dia 30 de setembro no serviço de streaming mais famoso do país, o Netflix. A série é a terceira do universo Marvel e é uma produção original Netflix, passando a compor o portfólio de produções da empresa ao lado de Demolidor e Jessica Jones. O próximo ano trará “Punho de Ferro” para o time e, finalmente, teremos a reunião desses quatro heróis na série “Os Defensores”.

A trama

Após os últimos eventos do enredo de Jessica Jones, Luke Cage deixa Hell’s Kitchen e vai para o Harlem, outro bairro de Nova Iorque. É lá que Mike Colter dá vida a história solo de um dos super-heróis mais barra pesada da Marvel. Aqui vão alguns acertos e erros que acreditamos que devem ser levados em consideração antes de começar a série.

PRÓS

A Narrativa não depende das demais séries

Para assistir Luke Cage você não precisa ser um especialista no universo Marvel, nem necessariamente ter assistido Demolidor e Jessica Jones. Claire Temple, personagem que também está presente em Demolidor, não traz consigo muitas referências de sua aparição na série de Matt Murdock e ganha ainda mais espaço na nova produção.

Abordagem de conflitos sociais

Com Jessica Jones e Luke Cage, a dupla Marvel e Netflix trazem ao público uma nova classe de heróis. Sem armaduras, capas ou máscaras, seus rostos estão à mostra, seus uniformes são suas roupas mais casuais ou seja lá o que estiverem vestindo na hora. Além disso, no caso de Luke Cage, os inimigos não estão relacionados apenas ao passado do personagem, mas a situações externas e mais complexas. A série traz à tona elementos como preconceito, corrupção policial e até mesmo política.

Nota 10 em ambientação

A cenografia e sonoplastia são espetaculares. Elas fazem com que o público mergulhe fundo na cultura do Harlem. A trilha sonora regada a Hip-Hop e R&B conta com nomes como Miles Davis, Nina Simone e Wu-Tang Clan, além dos shows de Sharon Jones & the Dap-Kings, The Stylistics e Charles Bradley no palco do Harlem’s Paradise. Agora a melhor notícia: a trilha está disponível em playlist no Spotify <3 (#mce_temp_url#).

O Harlem era o bairro que refletia melhor a cultura negra americana nos anos 1970, então, nada melhor que o herói negro da Marvel seja uma cria do local. As referências estão por toda parte, desde momentos em que vemos elementos como o quadro do vilão Cottonmouth usando uma coroa, inspirado em Notorious B.I.G. ou até mesmo a essência do próprio Harlem’s Paradise, que é uma referência a clubes como Cotton Club e Small’s Paradise, que receberam artistas que se tornariam mundialmente conhecidos, como Duke Ellington.

Elenco impecável

Verdade seja dita: Mike Colter já vinha conquistando fãs desde Jessica Jones. O ator mergulha perfeitamente na personalidade calma do personagem, sem perder aquele “ar” de “não queira me ver irritado”. Cage é calmo, tímido, forte, galã e tem uma gama de conflitos internos e Mike é assertivo ao passar todos esses sentimentos.

Outro nome que vale destaque é o já conhecido Mahershala Ali, o famoso Remy Danton de House Of Cards. O ator brilha no papel do vilão Cornell Stokes ao lado de Alfre Woodard (Desperate Housewives) que interpreta Mariah Dillard, vereadora e prima de Cornell.

O elenco conta ainda com Simone Cook (Black Card), Theo Rossi (Sons Of Anarchy), Rosario Dawson (Demolidor) e a brasileira Sônia Braga (Aquarius).

CONTRAS

Mesmo com tantas qualidades, a série peca em algo essencial: a narrativa. Luke Cage tem aquele herói fortão, um bairro barra pesada, vilões bem articulados, mas o ritmo da trama se desenvolve lentamente e não suscita fatores que levem o público a ficarem sedentos pela continuidade. Sendo assim, maratona não parece a forma mais apropriada para degustar os episódios da série. A impressão que fica é que os roteiristas tiveram um personagem tão forte que pode destruir tudo tão rápido que tiveram dificuldade para gerenciar isso em 13 episódios. Quando o Cornell sai de cena e entra Kid Cascavel, a trama fica ainda mais cansativa e, em determinados momentos, estagnada.

CONCLUSÃO

Luke Cage é uma série necessária dentro do universo Marvel para preparar o terreno para chegada dos Defensores no ano que vem e, convenhamos, não é no todo ruim, tanto que foi possível elencar mais pontos positivos que negativos, mas quer um conselho? Assista, só não se empolgue em maratonar. Vale salientar que a grande audiência da série nos EUA derrubou (pasmem) os servidores da Netflix por um período de aproximadamente duas horas, no dia seguinte ao lançamento. A gigante do streaming ainda brincou com o ocorrido nas redes sociais: “Nem todos os heróis usam capas. Engenheiros foram chamados para o resgate”.

E ai? Já assistiu a série? O que achou? Conta pra gente nos comentários.

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