Spin-offs

O mundo das séries é algo tão maravilhoso que as vezes mergulhamos tão profundamente nele que nos perguntamos o que houve antes ou depois da trama. Dentro dessa expectativa surgem os spin-offs, narrativas derivadas de obras já existentes. Algumas dessas produções já chegaram a ter tanto sucesso que superaram até mesmo as tramas originais. É o caso de Frasier (1993-2004), spin-off de Cheers, que não só se tornou um caso de enorme sucesso, como também a série mais premiada da historia do Emmy. Outras não engataram, como o caso de Joey, derivada que aborda a história do carismático personagem de Friends, mas que foi um fracasso de audiência. Em 2015, pelo menos duas spin-offs chamaram a atenção dos fãs: Better Call Saul, spin-off de Breaking Bad, já comentada aqui pelo blog por nós (link da crítica de Better Call Saul) e Fear The Walking Dead, derivada de TWD.

The Walking Dead x Fear The Walking Dead

The Walking Dead é uma adaptação para a TV dos quadrinhos de Robert Kirkman, Tony Moore e Charlie Adlard. A série estreou em 2010, pelo canal AMC e atualmente tem a maior audiência da TV americana. Diante dessa fama toda, é retórico falar que The Walking Dead se passa num mundo pós-apocalíptico, é lotada de zumbis, e tem muito sangue, maquiagens excelentes e efeitos especiais para tudo que é lado.

Após cinco anos contando a saga de Rick Grimes e seu grupo, a AMC, produtora da série, anunciou o spin-off Fear The Walking Dead. Inicialmente, pensávamos que o público ia finalmente descobrir como o Apocalipse Zumbi foi iniciado, mas no decorrer dos episódios percebemos que não seria bem assim.

Enquanto a série original se inicia no estado da Geórgia, o spin-off acompanha uma outra família em Los Angeles. Travis, Maddy e seus filhos vivem os primeiros dias do apocalipse e veem o início da infecção e o caos sendo instaurado em LA, mas ainda sem saber o que é o vírus e como ele se espalhou. Para quem vinha no ritmo frenético de cinco temporadas de TWD, a freada nos ânimos que essa recapitulação dá exige um pouco de paciência. A sensação é que já estávamos tão experts em lidar com zumbis, que a vontade é de gritar em frente a TV ensinando a nova família como é que se faz.

A primeira temporada de FTWD tem seis capítulos no total. Ao final da season one é possível notar que temos o mesmo problema da série anterior, mas agora abordado por perspectivas diferentes. Uma nova família, outra localidade, e explorando arcos que ainda não foram tratados em TWD. Apesar da novidade sejamos francos, foram seis episódios que não empolgaram em nada.

A segunda temporada teve uma missão ainda maior, pois sua estreia foi exatamente uma semana após o fim da sexta fase de TWD, e convenhamos, foi difícil acalmar o frenesi causado pela conclusão daquela temporada. Com o número de episódios maior dedicado a season two de FTWD, foi possível desenvolver melhor a trama e perceber a evolução dos personagens na maneira de lidar com os zumbis, agora chamados de infectados. O núcleo central da narrativa passa a ser no México e finalmente percebemos o tamanho do problema: possivelmente o apocalipse atingiu o mundo inteiro.

Falando assim, parece até que a série é excelente, não é? Bem, não é bem assim. A verdade é que, mesmo com tantas adições no enredo, a produção ainda não empolga. Até mesmo os fandoms mais fortes, como o da atriz Alycia Debnam-Carey – que talvez até lamente a saída de The 100 – parecem se decepcionar com a condução da história. Até a separação do grupo (é óbvio que eles iriam se separar), pontos fortes em TWD, acontece de maneira forçada, deixando perceptível a tentativa de separar o núcleo de todo jeito para que hajam várias narrativas.

No mais, FTWD é mais do mesmo: zumbis, tiro, facas e bandos se reunindo para sobreviver. A maquiagem e os efeitos continuam sensacionais, mas os personagens não são tão cativantes. ja se foram duas temporadas e ainda não sabemos pra quem torcer. Na verdade, acontece o oposto: da vontade de comemorar algumas mortes só pra que esses personagens parem de “encher linguiça”.

O Destino da Franquia

  • Fear The Walking Dead ganhou uma série de webisodes, muito boa por sinal, no intervalo dos episódios da sexta temporada de The Walking Dead. Dividida em dezesseis episódios de um minuto, Fear The Walking Dead: Flight 462 conta a história de um grupo de passageiros a bordo de um avião comercial durante a eclosão do apocalipse zumbi. Este ano, a AMC repete a dose com Fear The Walking Dead: Passage, que contará a história da destemida sobrevivente Sierra, que concorda em ajudar uma mulher ferida, Gabi, em troca de um santuário durante o apocalipse.
  • Em entrevista ao Entertainment Weekly, o ator Jeffrey Dean Morgan, que interpreta o vilão Negan em The Walking Dead, disse que gostaria de uma série derivada do vilão, onde sua trajetória poderia ser contada em mais detalhes. Atualmente, a história dele tá começando a ser revelada nos quadrinhos e esperamos ver isso nas telas também.
  • Recentemente o CEO do canal AMC Josh Sapan, declarou que a franquia será tão infinita quanto Star Trek, franquia que completa cinquenta anos em 2016. “[Star Trek] veio e foi três vezes”, disse Sapan. “Nós achamos que temos uma franquia [com TWD e FearTWD] que é uma dessas raras com a qual você ocasionalmente encontra enquanto faz o que faz para viver.”

Pois bem, antes de estrear a sua sétima temporada, The Walking Dead já está renovada para o oitavo ano. E seja na TV, Webséries, Quadrinhos, Livros ou Games, tem ainda muito zumbi pela frente para ser morto (de novo).

VALE LEMBRAR: The Walking Dead volta no domingo, dia 23 de outubro, e aqui no Brasil é transmitida pelo Canal Fox, às 23h30. Para os esquecidos, o Fox Play conta com um especial de uma hora e meia contando toda jornada da série até agora, é uma retrospectiva e tanto.

E aí, já assistiu Fear The Walking Dead e The Walking Dead? O que acha das séries? Conta pra gente!

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