Em tempos de streaming e com preços mais acessíveis para os pacotes de TV por assinatura, está cada vez mais difícil para a TV aberta cativar fãs de seriados. Mas, como quem luta constantemente para se reinventar, a Globo aposta em um novo show para atrair esse público: Supermax, A nova produção original da emissora, promete trazer algo novo a TV aberta e inaugurar uma nova fase para o público seriador brasileiro.

O que é?

Com criação de José Alvarenga Jr., Marçal Aquino e Fernando Bonassi traz, Supermax é uma série que promete trazer elementos de ação, suspense, thriller e drama. A classificação indicativa do programa é para maiores de 16 anos e o elenco traz desde nomes bastante conhecidos do público como Mariana Ximenes e Cléo Pires, até nomes nem tão famosos como Bruno Belarmino, Ravel Andrade, Nicolas Trevijano, Ademir Emboava, Maria Clara Spinelli, Fabiana Gugli, Mario César Camargo e Vânia de Brito, entre outros.

Qual a história?

A trama conta a história de doze participantes de um reality show que são confinados em uma prisão de segurança máxima. Mais do que a busca pelo prêmio e entender os mistérios que cercam o local, os confinados também terão que lidar com os seus próprios fantasmas e medos. Acontece que em comum aos personagens existe um passado obscuro, ai é onde temas relevantes são postos a mesa para os espectadores: eutanásia, corrupção política, abuso policial, violência doméstica, identidade de gênero, torturas na ditadura, pedofilia na igreja etc. A ideia parece ser que os personagens lembrem personalidades famosas do nosso país, como Bruna Surfistinha, jogadores famosos como Ronaldo, Romário, e empresários e políticos envolvidos em corrupção (ai a lista é bem maior).

O que traz de novo?

Além da trama e direção de arte inovadora, a estratégia de divulgação também foi bem mais contemporânea que as que estamos acostumados por parte da emissora. Acontece que os 11 primeiros episódios de Supermax foram disponibilizados primeiro na plataforma de streaming Globo Play. Apesar da pegada vanguardista da iniciativa, a season finale será transmitida exclusivamente na televisão, em dezembro.

É um seriado de terror?

Não. Deixemos claro que Supermax não dá medo, então já eliminemos a expectativa de um thriller que se criou em torno da série. Episódio após episódio a ideia que se constrói é que a produção estaria mais para um suspense que para o terror.

Dá no mesmo assistir na TV aberta e no Globo Play?

Depende. Na verdade, a série cria corpo e forma por volta do episódio oito e no episódio 10, sem dúvida o melhor da temporada, um flashback contando toda a história envolvendo os fatos sombrios da Supermax, dá a deixa para a conclusão da primeira temporada. O enredo foi construído de uma maneira interessante para a distribuição via streaming, pois existe a possibilidade da maratonar a série, gerando a curiosidade que os cliffhangers deixam. Já para quem vai assistir pela TV aberta, o desenrolar dos fatos pode se dar de maneira um pouco lenta e demorada, desanimando alguns espectadores.

Conclusão

Em termos técnicos a série não decepciona, especialmente se analisada dentro das produções nacionais. Odiamos Cléo Pires em alguns momentos, e amamos a Mariana Ximenes, impossível não destacar a excelente atuação das duas. Apesar da demora do enredo em “engatar a quinta marcha”, a série parece cumprir seu papel de oferecer um entretenimento de qualidade aos fás de seriados. Pra se ter uma ideia do quanto a emissora está apostando na série, antes mesmo de sua estreia Supermax já ganhou uma versão internacional falada em Espanhol com coprodução da Espanha (Mediaset), do México (TV Azteca) e da Argentina (TV Pública e Oficinas Burman), com externas filmadas nos respectivos países.

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