A sexta temporada de Game of Thrones está arrancando suspiros e sem deixar ninguém dormir direito. As novidades não param e a série começa a aprofundar ainda mais o enredo nas complexas histórias de cada personagem, fazendo com que os fãs passem a semana inteira apenas esperando pelo domingo seguinte.

Em recente entrevista à Revista EW, os roteiristas David Benioff e D.B. Weiss conversaram sobre término da série e deixaram claro que a ideia é finalizar a série com no máximo sete ou oito temporadas.

Os novos capítulos trouxeram luz a vários mistérios que envolviam a trama, além de um destaque ainda maior aos Starks, estabelecendo-os definitivamente como núcleo centro do enredo dessa temporada.

O nome do mais recente episódio é Oathbreaker, que ao pé da letra significa perjúrio, ou seja, quebra de uma promessa ou juramento. O episódio tem início exatamente na cena final do capítulo anterior, mostrando Jon Snow ainda um confuso com todo o acontecido. Durante os primeiros minutos do núcleo de Castle Black, o Lorde Comandante, executou seus traidores e abriu mão do Comando da Patrulha da Noite. O episódio não deixou claro, mas ao que tudo indica o bastardo de Winterfell considera que, após sua morte, ele já não está mais sob o juramento que fez ao juntar-se à guarda da muralha.

Para além de Westeros, a série retoma um importante flashback vivido por Bran, onde o garoto presencia a famosa luta entre Ned Stark e Arthur Dayne na Torre da Alegria. A Torre, localizada ao Passe do Príncipe, entre as Terras da Tempestade e Dorne, foi o local onde Rhaegar Targaryen manteve Lyanne Stark presa durante a rebelião de Robert Baratheon.

Arya tem uma breve aparição em Oathbreaker, apenas com algumas cenas em que, pra variar, apanha bastante e tem sua visão restituída. Ao que parece, a caçula de Ned Stark concluiu seu treinamento para se tornar “ninguém”.

Sumidos desde a terceira temporada, Rickon Stark e Osha finalmente retornam à série, mas infelizmente como reféns do novo Lorde Protetor do Norte, o sádico Ramsay Bolton.

Em King’s Landing, Cersei aparece com Jaime tramando a reconquista do controle do governo e Tommen tenta convencer o Alto Pardal a abrir mão do julgamento de sua mãe.

A rainha Daenerys, em sua rápida participação, aparece apenas conversando com as viúvas, em um diálogo que dá a entender que, em função da jornada da mãe dos dragões longe do clã dothraki, a descendente dos Targaryen deve passar por um julgamento para saber se poderá ou não permanecer no reduto das viúvas dos Khals. Já em Mereen, Tyrion e Varys planejam negociações com os Mestres de Yunkai, Astapor e Volantis para minar o apoio das cidades as ações dos Filhos da Harpia.

Sansa não aparece no episódio, mas, reforçando a paixão dos roteiristas em fazer com que os Starks se desencontrem, a ruiva de Winterfell se dirige à muralha, sem saber que seu irmão, Jon Snow, já não está mais lá.

O trailer do próximo capítulo mostra a chegada de Sansa à Muralha, além de desenrolar ainda mais os parados enredos de Margaery, Theon e Daenerys. Vamos esperar então, que venha o próximo DominGOT!

Teoria R+L=J

Durante a Rebelião de Robert Baratheon, Rhaeger Targaryen manteve Lyanne Stark protegida por cavaleiros da Guarda Real, incluindo Arthur Dayne, o Espada da Manhã e portador da Alvorada na Torre da Alegria. É lá onde se acredita que o bastardo Jon Snow foi concebido, sendo filho do relacionamento entre Rhaeger e Lyanne. Sendo assim, o ex Lorde Comandante da Patrulha da Noite teria sangue Targaryen, o que o tornaria um herdeiro legítimo do trono de ferro. A teoria afirma que ele não seria filho de Ned, tendo o Protetor do Norte apenas o adotado após a morte de Lyanne.

A base da teoria vem de meados de 1998 e diz que, no fim da batalha, após Ned e seus companheiros chegarem à Torre, ele encontrou sua irmã sobre uma poça de sangue, prestes a morrer, e uma criança ao seu lado. Em um ato de misericórdia, Ned teria levado a criança consigo como seu bastardo e o batizado de John Snow.

A linha do tempo da teoria a torna bastante plausível, uma vez que John teria 14 anos após o fim da guerra. Outro argumento utilizado pelos defensores da teoria é o fato de que Ned afirma várias vezes que o bastardo é “seu sangue”, mas evita dizer “meu filho”. Além disso, o próprio ator Sean Bean já afirmou em algumas entrevistas que seu personagem tem “assuntos não resolvidos na série”. O ator ainda completa: “Obviamente não sou pai de Jon Snow e isso precisa ser revelado em algum momento”.

Esperava-se que na visão de Bran a teoria fosse testificada, mas ainda não foi dessa vez.

 

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