O segundo episódio da sexta temporada de Game of Thrones foi ao ar neste domingo (1) e mexeu com os ânimos de todos os fãs da série. Entitulado “home”, o capitulo aprofunda a história e começa a entregar algumas respostas aos questionamentos deixados com o alucinante final da temporada anterior.

ATENÇÃO: o texto adiante contém spoilers dos acontecimentos do episódio.

Novamente a narrativa tem de dar conta de vários núcleos, indo e voltando pelas diversas histórias que envolvem a guerra pelo trono de ferro. Deixado de lado na estreia da temporada, Brandon Stark reaparece logo no início do episódio, protagonizando uma cena em que, juntamente com o corvo de três olhos, “mergulha” no passado e pode ver seu pai, Ned Stark, em um treinamento de luta de espadas com seu tio Benjen. O interessante da cena é o destaque dado à Willys, até então conhecido apenas como o “semi-mudo” Hodor, mas que aparece falando e interagindo com os outros personagens durante o flashback. Meera tem uma rápida participação junto à Brann.

De volta a kings landing, Cersei se vê proibida de comparecer ao funeral de sua própria filha Myrcella, em função da preocupação do Rei Tommen com a possibilidade de um novo rapto de sua mãe pelos pardaise. Jaime e Sua Majestade comparecem à cerimônia, mas são interrompidos pelo Alto Pardal, líder da Fé Militante.

Arya Stark tem uma rápida participação, mas que encaminha a história da personagem para um novo caminho. Ainda mendigando pelas ruas e apanhando como parte de seu treinamento para se tornar “ninguém”,

Em Winterfell o episódio deixa seu primeiro rastro de sangue: Roose Bolton é esfaqueado pelo filho bastardo Ramsay Bolton após a descoberta de que o lorde teria um herdeiro “puro-sangue” para o trono. Não satisfeito com a morte do pai, Ramsay mata também seu irmão recém nascido, entregando-o aos cães.

Ainda em fuga do exército dos Bolton, Sansa, Theon e Brienne aparecem rapidamente nesse episódio. A comovente cena mostra Theon pedindo perdão a Lady Sansa por tudo que causou à sua família e anuncia seu retorno para casa.

Aparentemente tomando força nessa temporada, as ilhas de ferro protagonizaram a segunda morte da noite. O rei Balon Greyjoy, pai de Theon, é atirado de cima da ponte por um de seus próprios irmãos. Com a volta de Theon para casa, a trama parece caminhar pra reestruturação política e militar da casa dos Greyjoy.

Uma das grandes revelações da noite ficou por conta do núcleo de Meereen. Tyrion decide descer à Cripta onde os dragões são mantidos para ganhar sua confiança e liberta-los, o que aparentemente dá certo. Com a confiança dos dragões, o exército comandado por verme cinzento e os conselhos do Mestre dos Sussuros, o mais inteligente dos Lannister parece estruturar um plano para potencializar seu controle sobre Meereen.

Por fim, mas não menos importante, a história alcança a muralha. Cenário das mais importantes revelações dos últimos episódios, Castle Black encontrasse em uma tensa situação onde Sir Davos e o restante dos fiéis à Snow aguardam reforços para enfrentarem a investida do atual Lorde Comandante. Eis que, quando o ataque se torna iminente, os selvagens aparecem para salvar o dia. A partir daí que a coisa começa a ficar interessante. Após controlar e prender os traidores, Davos procura Melissandre para saber se existe alguma magia que possa trazer John de volta à vida. Confirmando a suspeita de todos os fãs, Melissandre confirma a possibilidade, mas alega não ter capacidade de realizar um ritual desse tipo. Após muita insistência, a sacerdotisa inicia uma tentativa de trazer o bastardo de Winterfell de volta, mas aparentemente não tem êxito. Eis que, após a saída de todos, a respiração do Lorde Comandante rompe o silêncio da cena e encerra o episódio.

Com um ritmo bem mais acelerado que o primeiro, “home” imerge (brutalmente) os fãs na trama e mostra que a série não vai “arrodear” para desenrolar os fatos da luta pelo trono de ferro. Trazendo várias respostas, mas ainda muitas perguntas, o episódio desse domingo trouxe de volta a adrenalina do final da temporada anterior, mostrando que a verdadeira guerra ainda está pra começar.

 

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